Chiang Mai Tailândia, ótima Opção para Turismo Natureza


CHIANG MAI – Chiang Mai é uma daquelas cidades que os turista ficam apaixonado. No norte da Tailândia, em nada lembra o frenesi da barulhenta Bangcoc ou o burburinho incessante das ilhas do país. Ali, o ritmo é outro, e até o clima parece conspirar a favor: tem temperatura mais amena que o resto do país — uns 18°C, nas noites de inverno.



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Assim, Chiang Mai é um oásis para ser explorado a pé. E sem pressa. Uma boa opção é alugar uma bicicleta. Escolha saudável e barata, já que a diária sai por cerca de 50 bahts, pouco menos que R$ 5. Afinal, são mais de 300 templos a serem explorados: dos mais simples aos mais grandiosos. Quase um em cada esquina.

Chiang Mai Tailândia, ótima Opção para Turismo Natureza

Nas montanhas mais altas da Tailândia

De quebra, a região é cercada pelo verde — ali estão as montanhas mais altas do país, onde é possível praticar trekking, rafting e visitar cachoeiras. Dividindo opiniões, há ainda os polêmicos zoológicos especializados em tigres — muitos acreditam que eles sejam maltratados — e os passeios em elefantes, animais reverenciados no país. A dica é optar por santuários que investem na recuperação de elefantes resgatados e promovem interações saudáveis entre turistas e bichanos, com direito a divertidos banhos coletivos.

Essa segunda maior cidade da Tailândia não é tão grande como o título supõe. Com 1,6 milhão de habitantes, bem atrás dos oito milhões de Bangcoc, fica a apenas uma hora de voo da capital. Chiang Mai foi construída em 1296 como uma cidade murada e foi, por 472 anos, a capital do Lanna, um reino independente que já abrangeu a maior parte do norte do país, além de partes de Mianmar, China e Laos. Só em 1932, se tornou oficialmente província da Tailândia. Com área de 1,5 quilômetro quadrado, delimitada por resquícios da muralha, a Old City ou Cidade Murada concentra muitas opções de hotéis, restaurantes, lojas e templos.

O mais famoso deles, o Wat Phrathat Doi Suthep, fica no topo de uma colina a mil metros de altitude — o que garante bela vista da cidade — e a cerca de 15km do Centro. Reza a lenda que um elefante branco subiu a montanha e morreu lá no alto enquanto carregava um dos ossos do Buda. O rei, então, ordenou a construção do templo nesse exato lugar.

A aglomeração de turistas começa logo na base da enorme escadaria ladeada por imagens de Naga (a serpente mitológica que protegeu Buda durante uma tempestade) feita de mosaicos coloridos. Lá em cima, superados os mais de 300 degraus, é hora de contemplar a grandiosidade das construções.

A pagoda principal, cuja função é guardar os restos mortais de alguém importante — nesse caso, o osso do Buda — é de um dourado tão reluzente que parece hipnotizar as hordas de visitantes. Ao seu redor, Buda se faz presente em um sem-número de imagens que estão espalhadas por altares. Chama a atenção um conjunto de estátuas que representam, na sequência, os sete dias que levaram Buda à sabedoria plena.

Cidade Murada: mercado ao ar livre e conversa com monge

No coração da Cidade Murada, o Wat Phra Singh é outro dos templos mais visitados da região. Parte da fama se deve à imagem de Buda que o templo abriga: o Buda Leão ou Phra Singh, a imagem mais reverenciada de Chiang Mai. Erguido em 1345 pelo Rei Phayu para guardar as cinzas do pai, o templo foi o primeiro local a abrigar o Buda de Esmeralda, atualmente uma das atrações do Grand Palace, em Bangcoc.

Wat Phra Singh reúne características arquitetônicas clássicas do reino Lanna. Nele, também existe um monastério para crianças e adultos que desejam se tornar monges. Com sorte, é possível encontrar novatos dispostos a conversar com turistas nos jardins dos templos. Para quem quiser aprender um pouco mais sobre o budismo, alguns templos (como o Suan Dok, o Chedi Luang e o Sri Suphan) promovem o monk chat, um bate-papo com monges locais. Enquanto ensinam a religião, aproveitam para aprimorar o inglês.

Aos fins de semana, ruas são fechadas e uma infinidade de barraquinhas toma conta da cidade histórica. São mercados que atraem multidões, das 16h à meia-noite. O de sábado se forma perto do portão sul da Old City, e o de domingo, gigantesco, ocupa toda a Ratchadamnoen Road. Ali é possível encontrar toda sorte de lembrancinhas, como as estátuas de elefantes e lanternas coloridas. Vale investir em produtos artesanais, pois dificilmente você irá encontrá-los em outras cidades do país.



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E se bater a fome, as barraquinhas são excelente opção. Em Chiang Mai, come-se muito bem, mesmo na rua. Como o pad thai, tradicional macarrão de arroz ligeiramente doce com os mais diversos acompanhamentos.

Bate-volta a Chiang Rai

Na Phae Road também há um mercado noturno (menos aos domingo). À medida que o sol se põe, as barraquinhas se alastram pelas calçadas, formando estreitos corredores e tomando conta do Kalare Night Bazaar, um espaço fechado, com praça de alimentação, casas de massagem e bares de música ao vivo. Os tradicionais suvenires estão lá, assim como centenas de produtos falsificados, incluindo nossas Havaianas, com direito a bandeirinhas do Brasil. Como os tailandeses costumam dizer: “same, same, but different!”

Ah, sim, muitas vezes será preciso exercitar a arte da mímica, já que poucos tailandeses falam inglês. O melhor período para ir à Tailândia é entre novembro e fevereiro. Fora disso, há muito calor e/ou muita chuva.

Um programa obrigatório a partir de Chiang Mai é Chiang Rai. Quase todas as agências da região oferecem o passeio bate-volta. O percurso, de três horas, soma 200 quilômetros, facilmente esquecidos quando a arquitetura surrealista do Wat Rong Khun, ou o Templo Branco, desponta na paisagem.

 

De ar majestoso, ele parece saído de um conto de fadas. Decorado com milhares de pedacinhos de espelhos, que refletem a luz natural, o templo é uma miscelânea de referências: o telhado remete aos santuários tradicionais da arquitetura Lanna, enquanto o jardim reúne criaturas mitológicas, e o gradil é adornado por caveiras. Mas não acaba aí. O interior, que não pode ser fotografado, é decorado com imagens de ícones pops ocidentais. Não se assuste caso se depare com imagens de Batman, Michael Jackson e Darth Vader.

Do Wat Rong Khun, peça ao seu guia para levá-lo ao Rong Sear Tean, que também é chamado de Blue Temple. Ainda pouco conhecido pelos turistas, ele destoa dos demais, principalmente, pela cor azul royal de suas construções, que formam belo contraste com as imagens de Buda em cor madrepérola.

Em geral, os tours aos templos de Chiang Rai incluem a visita à tribo Karen Padaung, das chamadas “mulheres-girafas”. Os adornos no pescoço, que pesam até dez quilos, povoam o imaginário do turista que desconhece a realidade dessas refugiadas vindas de Mianmar. Proibidas de sair das áreas demarcadas pelo governo, tornaram-se importante fonte de renda da região. Segundo guias, caso decidam tirar as argolas, param de receber a ajuda de custo do governo.

Resta viver do turismo e da consequente venda de artesanato. O dia a dia dessas mulheres em suas casas de palhas, cercadas por suas máquinas de tear, são um prato cheio para as lentes dos visitantes. Mas, longe delas, os sorrisos se desfazem com a mesma rapidez com que turistas chegam e partem.

Outra atividade controvertida são as visitas a elefantes, animais reverenciados e que adornam toda sorte de lembrancinhas na Tailândia. Hoje, 75% dos elefantes adultos usados no turismo foram retirados do seu habitat. E, segundo a World Animal Foundation, 1.300 elefantes vivem sob péssimas condições no país. Assim, é preciso evitar os falsos santuários. Alguns lugares promovem visitas de forma ética e sustentável. Caso do Elephant Nature Park, que funciona como um centro de reabilitação para os animas, que muitas vezes recebem com danos físicos e psicológicos. O programa inclui alimentação dos elefantes e banho no rio.

Ótimos Hotéis, faça sua reserva e arrume as malas.

SERVIÇO

Onde comer

The Riverside. Charoenrat Road 9-11. Serve de sanduíches a pratos típicos. theriversidechiangmai.com

Ruen Tamarind. É o restaurante do hotel Tamarind Village, aberto a não-hóspedes. tamarindvillage.com/en/dining.php

Onde ficar

Tamarind Village. Diárias de casal a partir de R$ 460. tamarindvillage.com/en

Aruntara Riverside Boutique Hotel. Diárias de casal a partir de R$ 360. aruntarahotel.com

Sohostel Chiang Mai. Diárias de casal a partir de R$ 140. sohostel.hotelschiangmai.net

Uno Chiang Mai. Diária de casal a partir de R$ 85. unochiangmai.com

Passeios

Wat Phra Singh. Fica dentro da Cidade Murada de Chiang Mai. Ingresso a R$ 1,76.

Wat Phra Doi Suthep. Fica no alto de uma colina em Chiang Mai. Táxi compartilhado até lá sai de R$ 13,20 a R$ 17,60 (ida e volta). Preço: R$ 2,64.

Chiang Rai. Várias agências oferecem tour à cidade, onde ficam os templos Branco e Azul. Valor médio de R$ 87,60.

Elephant Nature Park. Tour de um dia a R$ 219,25, valor que inclui transporte e alimentação. Atividades: alimentação e banho.

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